3 de dezembro de 2014

Como se não houvesse o amanhã.

Quando eu abri os olhos meu coração ainda estava disparado, parecia mesmo  que eu havia levado uma carga elétrica no corpo, notei que ainda era madrugada, mas antes de conseguir voltar a dormir fiquei por um tempo lembrando as cenas do que me fez acordar daquela forma, que pesadelo, que grande pesadelo.

Todos estavam acomodados nos seus lugares, depois que a aeromoça deu as instruções de salvamento eu entrei em contato com os passageiros, ninguém estranhou que o piloto era uma mulher, muito menos que essa mulher tinha apenas vinte anos. Na televisão da minha cabine eu via todos lá fora e cada pequeno lugar daquela nave enorme.

Foquei em uma menina jovem e magra sentada do lado da janela na altura da asa, fiquei curiosa ao perceber que havia um instrumento na sua mão, não me contive e dei zoom na imagem, era uma flauta, uma pequena flauta doce. Meu coração ficou apertado, primeira lembrança que me veio a cabeça foi exatamente aquela... Ano de dois mil e oito, la estava eu, sentadinha ao lado da janela, na altura da asa, agarrada a minha flauta doce, sonhando com o momento de pisar em terras Alemãs.

Fechei os olhos firmes e balancei a cabeça, eu estava realmente muito feliz ao voltar aquele dia mesmo que em pensamento. Nosso voo também estaria indo para Berlim, o que me fazia voltar diversas vezes no passado. Uma hora no ar e eu vi situações repetidas diante dos meus olhos. Um dos alunos daquele intercambio estava passando mal, outro quase desmaiava, um grupo fazia muita bagunça, outros conversavam comportadamente enquanto outros dormiam e alguns sonhavam com o rosto colado na janela.

Tantos jovens, quanta energia, eles pairavam a idade entre 14 e 18 no máximo. Observei em um canto um casal se formando, cada um que eu reparava fazia questão de comparar e apelidar com os nomes dos meus antigos colegas. Havia uma morena que não parava de escrever em um livro de capa azul, com certeza a chamei de Mayara e contei para a aeromoça que ela estava passando a limpo as notas das músicas, assunto que não a interessava, mas significava e tanto para mim.

Realmente aquele dia estava se repetindo e eu me perguntei como havia ido parar a frente de uma nave e não aproveitei a chance de virar uma grande música. A noite caia, piloto automático ligado e agora sim era o momento de relaxar e descansar por um momento! Estava inquieta e meus sextos sentidos sempre tem razão, então entrei em uma agonia e fui fiscalizar meu atual local de trabalho. Fazia sentido, reparei que havia uma falha no sistema!

Nunca tive a necessidade de entrar em contato com o sistema 1 de emergencia. E logo quando precisei pela primeira vez não consegui. Rapidamente procurei em todos os lugares da cabine o que poderia me ajudar e nada a minha frente servia, parei meio desnorteada e sem muita noção de como agir. As instruções e aulas de emergência são sempre interessantes, mas na pratica é tudo totalmente diferente. Comuniquei a minha equipe sobre o problema e sentada na minha cabine ainda através das câmeras, os vi rondando os corredores da nave pedindo aos passageiros que colocassem os cintos.

Tudo que não precisávamos era passar por uma turbulência, estávamos sem segurança alguma, prestes a um desespero, a uma dor, a uma agonia e a um adeus. Turbulência forte de 10 minutos a nave avisava, mas eu sabia que nem mesmo conseguindo passar dela teríamos como manter a nave até terra firme. Voltei a observar aqueles jovens e novamente vi aquela menininha, sensível e assustada com a situação, sem ao menos imaginar que o pior estava por vir.

Me peguei chorando ao lembrar que em dois mil e oito exatamente ao anoitecer, nosso avião havia passado por uma turbulência e eu gravei o rosto de desespero do Senhor a minha frente falando para a aeromoça que não queria morrer. Apertei meus olhos e orei para que como daquela vez, tudo desse certo, mesmo sabendo que naquela situação era preciso um milagre. Antes que fosse tarde demais, me envolvi pela enorme emoção e entrei em contato com meus passageiros, a única coisa que consegui lhes dizer foi:

''Ame, escolha amar, saiba amar, queira amar, o amor é paciente e benigno, não arde em ciúme, o amor não se ufana, não se enobrece, não é rude, nem egoísta, o amor não se alegra com a injustiça, não se ressente do mal, o amor é a verdade, está sempre pronto para perdoar, crer, esperar e suportar o que vier, é preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há!'' 

28 de novembro de 2014

Estarei aqui sempre que precisar

Já era de madrugada quando meu celular vibrou, ''jura que alguém se atreve a mandar mensagens a essa hora para mim?'' As pessoas sabem que eu trabalho, estudo, tenho atividades complementares e preso meu sono a noite, então achei que fosse algo sério.

Com muita preguiça e quase cega abri a mensagem e fiquei preocupada com aquele ''preciso desabafar''. Realmente só aceitaria uma terceira guerra mundial como desculpa para me acordar as duas da manhã, apenas para desabafar. Em seguida, ''tenho um grande segredo para contar e preciso colocar para fora, estou a ponto de explodir''

Obvio que eu despertei, mas não pelo meu senso de curiosidade -que na verdade eu não tenho, porém pelo seguinte questionamento, se quer me contar um desabafo e um grande segredo, sabe que o meu whatsapp não é a melhor ligação, meu celular é desbloqueado e qualquer mal educado pode pegar e fuçar.

Ok. Seria cruel eu dizer ''escreve tudo que amanhã eu leio!'' então enviei um doce, ''pode falar, eu estou aqui'', realmente eu tinha que cumprir a promessa do, ''estarei aqui sempre que precisar'', sacanagem é levar ao pé da letra. Essa noite eu quase não dormi e quando meu celular me avisou que era hora de levantar para trabalhar eu já nem sabia se estava indo dormir ou realmente devia acordar.

Amigos realmente estão presentes a todo momento

20 de novembro de 2014

Te ver e não te querer ♫

Aquele último beijo que na verdade a gente não deu, aquele último abraço, que na verdade ficou pela metade, aquele último olhar que queria dizer bem mais que adeus, aquele último status que doeu no coração, aquela última conversa que ainda que tenha dito fim, parece tão viva em mim. Dizer que não sentirei saudade é hipocrisia, dizer que aquela música não me lembrará você é mentira, dizer que aquele lugar não vai deixar saudade é covardia, dizer que vou te esquecer é ilusão.

Você chegou de repente, me fez mudar em um segundo, bagunçou tudo, abriu minha gaveta de segredos, tirou lá do fundo coragens que nem eu mesma conhecia. Você me encantou, me envolveu, me enlouqueceu. Dizem que o que é bom dura pouco, prefiro ficar por aqui, me conformando com a ideia de que durou o tempo necessário para nos satisfazer.

14 de novembro de 2014

Ela por ela

Seca como um galho de árvore frágil, grossa como o caule de um Baobá, ela tem o sorriso solto, leve e simpático, as pessoas costumam lhe caracterizar como uma menina carismática e alegre, mal conhecem sua trajetória de vida. Com ela não tem meio termo, é isso, por isso e ponto final, não curte magoar as pessoas, mas confessa que as vezes não tem muito limite com sua forma de falar. Eu deveria estar descrevendo suas características físicas, mas não ha como escrever sobre ela, sem falar também de seus trejeitos.

Com vinte anos de idade consegue vestir uma calça jeans surrada tamanho 12 anos, seus shorts jeans são número 34 e ela fica indignada com esses manequins que ficam enormes nela, o jeito é realmente comprar na sessão infantil. Até seus quinze anos pesava trinta e cinco quilos, foi quando chegou nos tão sonhado quarenta e oito e descobriu que tinha hipotiroidismo, o que faz ela pesar quarenta e três até hoje. Seus amigos costumam dizer que ela é loira, com certeza é por causa daquela época do salão comunitário na escola que ela cismou de fazer luzes e ficou três anos com o cabelo mostarda. Mas hoje em dia ela criou coragem de realizar seu sonho de ser ruiva, está a seis meses com o novo tom e com certeza está amando.

Seus olhos são castanhos, nos testes de revistas ela sempre procura pela personalidade de pessoas do rosto quadrado, seus braços são grandes e os dedos da mão cheios de defeitos e estranhos. Suas unhas são enormes e ela adora fazer graça nelas Justamente pelo seu biotipo e magras sua barriga é lisa, o que faz com que a bunda também seja. Ela não fica tão triste pois é bem satisfeita com seus seios que não são fartos nem deixam a desejar, tamanho ideal. O que ela não tem de bunda, seu senso de humor diz que ela tem de orelha, nem esse cabelão cheio e pesado consegue disfarçar. Suas pernas são finas e não há mágica que as façam juntar uma nas outras. Ela calça 36 se a forma for pequena, 35 no tamanho ideal e até 34 se gostar muito, mas nada que magoe seu pé, pois é o que ela mais curte em seu corpo.

O que mais me agrada na Viviane é seu olhar, a sobrancelha dela não é certinha, nem perfeita como atriz de novela, mas seu olhar é certeiro e diz tudo quando quer!

12 de novembro de 2014

Longe ou perto

Sempre deixei claro o quanto gosto de você, o quanto gosto de nós dois, o quanto sonhei acordada com nosso futuro e o quanto corri atrás de realizar cada ideia louca de amor que tive contigo. Sempre deixei claro que mesmo longe eu não deixei de te amar, pedi varias vezes para as diferenças deixarmos pra lá, mas eu estou aqui agora e cade você?

As vezes acho que dei liberdade demais, então entro na frieza. Busco ser  curta e as vezes sou até grossa demais, dai percebo que estou agindo assim por medo, talvez por insegurança. Mil coisas vem na minha cabeça, de repente eu choro e não quero mais pensar em nada.

É por pouco tempo que consigo me manter no controle da relação, é por pouco tempo que essa segurança fica firme em mim, acho que tudo está fluindo da maneira certa e quando pisco, vejo que está tudo errado, que o certo não é correr contra você e sim para seus braços, então me derreto novamente e nosso calor me aquece. Seria hipocrisia dizer que não me sinto melhor estando contigo, parece que o mundo volta a girar no fluxo certo.

De repente não somos ainda tão maduros para mergulhar em uma relação como sonhamos, ou de repente somos apenas tão jovens que só queremos amar e ser amado infinitamente. Esse teu jeito bipolar me deixa louca, a cada dia pode me fazer pensar uma coisa diferente, mas uma certeza você não pode me tirar ou confundir da minha mente, eu te amo!

11 de novembro de 2014

Quebrando Rotina - Região dos Lagos

Esse lance de tirar trinta dias de férias uma vez no ano não é comigo, na minha cabeça, você perde um salário, um bônus, corre o risco de ser mandado embora, pode deixar de fazer falta na empresa e ainda fica completamente perdido quando volta, fora a bagunça que fica no seus afazeres. Nunca curti isso de deixar minhas responsabilidades para ninguém. De repente, se meu trabalho fosse chato, cansativo ao extremo ou se eu não me desse bem com alguém da Kidex, eu iria amar ficar longe um mês, mas na verdade acho tudo isso que já citei. Não que eu não curta uns dias de descanso, uns dias a mais, pois os finais de semana sempre passam voando e não se pode aproveitar tão bem assim.

Porém como uma boa brasileira, dei um jeitinho de sair da rotina em apenas dois dias e posso garantir que valeu muito a pena. De uns anos para cá, André e eu costumamos fazer viagens pequenas para lugares 'perto' aqui no RJ mesmo, ano passado conhecemos Conservatória - cidade da Seresta e Visconde de Mauá divisa com MG. Esse ano já está no fim e não tínhamos feito nada, já estava ficando louca. Então resolvemos acordar as 4 da madrugada, arrumar as malas, acordar a nossa tropa de viagem (Liliane e Davi) e colocar o pé na estrada.

Primeiro destino: Arraial do Cabo, seguido por Rio das Ostras, fechando com Búzios. Pois é, a região dos lagos é realmente muito linda! Como toda viagem, voltamos com histórias para contar, começando pelo esperado passeio de escuna em Arraial que foi proibido por conta dos ventos, justamente naquele sábado. Por sorte de tarde foi liberada uma escuna e fomos animados ao embarque. Visitaríamos 6 pontos turísticos, mas ao voltarmos do 1º 'Prainhas', tivemos que voltar ao Píer e o passeio foi cancelado, por motivos de segurança e com razão. Não irei esquecer nunca mais aquela cena das ondas enormes batendo, todos gritando e a escuna quase virando, desespero total.

A empresa foi muito receptiva e educada, devolveu nosso dinheiro e nós acabamos fazendo um passeio de graça. Visitamos tudo a pé mesmo, foi um sábado maravilhoso, fechado com chave de outro por um lindo por do sol em Atalaia. A noite em Rio das Ostras foi confortável e em família, nada como jantar hambúrguer de frente para praia. De manhãzinha levamos o André para conhecer a cidade. Próxima parada? Búzios. Confesso que minha primeira impressão não foi assim tão boa, brinquei dizendo que entramos em búzios pelo lugar errado, mas o que vale é que chegamos a praia e curtimos um domingo maravilhoso de sol, praia, peixe, cerveja e amigos.

Um passeio leve, lindo, gostoso, pequeno e que eu indico com toda aprovação. 
Next Stop .... ?

7 de novembro de 2014

Repentinamente você

Ele disse que iria comigo para onde eu fosse. Detesto clichê, não sou do tipo de namorada melosa, mas antes disso sou romântica, tenho a cisma de que o que se deve fazer a dois, tem que ficar a dois. Aquele 'livro' que escrevi com nossos primeiros seis meses de namoro eu quase nunca mostrei a ninguém e aqueles que viram são de verdade os mais íntimos.

Aquela pasta de fotos do nosso namoro até o grande dia -nosso noivado, somente os mais chegados viram, pois eles fazem parte dessa história, aliás eles fazem parte desse álbum de fotos, cada mensagem deixada, cada frase, cada carta, tudo tão simples, tão de coração, tantas lembranças boas.

Eu diria que estou sem nada para fazer em uma tarde de sexta aqui no escritório, mas a verdade é que minha mesa está lotada de afazeres e eu depois de cinco anos e alguns meses ainda consigo deixar tudo de lado apenas para pensar em você. 

Pense com carinho, eu sou uma eterna apaixonada, te quero comigo

6 de novembro de 2014

Halloween na Pares


Minha escola de dança é maravilhosa, sem duvidas a melhor e eu sou suspeita para falar, eu sei. 
Na última sexta feira de outubro a escola ofereceu o Baile de Halloween. A Diretora lançou o seguinte convite nas redes sociais:

''ENTRAMOS NA SEMANA NO NOSSO HALLOWEEN! VÁ TIRANDO AQUELA BRUXA OU AQUELE BRUXO QUE HÁ DENTRO DE VOCÊ E VAMOS EXORCIZAR O QUE NÃO NOS FAZ FELIZ DANÇANDO MUITO NA NOSSAS PARES! VÁ DE PRETO, PORQUE TODOS JÁ SOMOS ILUMINADOS, VÁ DE MONSTRO, PORQUE TODOS SOMOS BONITOS POR DENTRO E POR FORA, VÁ COMEMORAR O HALLOWEEN, PORQUE, PARA QUEM É PARES, NÃO HÁ TREVAS, SÓ ALEGRIA, COMPANHEIRISMO, INTEGRAÇÃO E DIVERSÃO!!!''

Nós Alunos ficamos inteiramente empolgados, a parte do ''vá a caráter'' empolgou bastante, mergulhamos nas fantasias e maquiagens maravilhosas -pausa para minha exibição, eu fiz a minha própria produção, aliás a minha e a do meu noivo, esse vampiro moreno das fotos.

A chuva não atrapalhou, o clima estava tenebroso, o Dj arrasou, a arrumação do baile estava nota mil. O baile foi aquele ritmo de sempre, muita energia boa, pessoas maravilhosas e um gás que envolve até quem está emburrado, triste ou chateado. Você precisa conhecer nossa galera, você precisa conhecer a Pares!

O Forró de sexta a noite

Um escritório no oitavo andar, dia seis as dez e dezoito da manhã.

Bom dia Senhor Dançarino.

Na última aula prática que a escola Pares escola de dança ofereceu nós tivemos a oportunidade de dançar juntos, antes de mais nada, quero dizer-lhe que não és estranho, não para mim. Porém não tivemos outras oportunidades para conversar e não nos conhecemos. Aquele dia eu tinha a missão de dançar com todos os alunos iniciantes e faze-los sair de lá cem por cento satisfeitos com seu avanço na dança, não era questão de boa ação e sim de satisfação mesmo. Eu nunca havia visto o Senhor dançando forró, mas sabia que mandava bem no bolero com sua esposa.

O samba acabou e o forró começou, então o Senhor me tirou dos braços do bolsista, não lembro de ter feito nenhum julgamento antes de dançar com você, mas confesso que quando terminamos a dança eu respirei fundo e pensei: ''nossa, não imaginaria que esse Senhor dançaria tanto''. De repente seus cabelos brancos, deixam essa impressão nas damas, mas a verdade é que você surpreende e deixa um gostinho de quero mais. Seu coração é tão jovem que dá uma energia de 220 volts em qualquer um.

Obrigada pelo elogio, eu não me acho tão leve, tão fácil de ser conduzida, muito menos que danço muito bem, mas a verdade é que eu sai da prática aquele dia repleta e satisfeita, muito obrigada Senhor.

642 coisas sobre as quais escrever 
208 - Escrever uma carta anônima a um estranho.

4 de novembro de 2014

O Senhor de cabeça raspada

Meus passeios e eu pelas páginas espalhadas na internet sempre me trazem uma novidade, trazem também uma dor de cabeça tenebrosa, mas vício é assim mesmo. Sou blogueira, mas também leitora, adoro perder horas do dia visitando blogs desses bem simples e bem pessoais, são sempre os mais verdadeiros.

Em uma dessas, encontrei o '642 coisas sobre as quais escrever', fiquei namorando as ideias um tempão, para então me render ao sorteio, os astros me indicaram número 16 ''A mais intrigante e inesperada conversa com um(a) desconhecido(a) que você já teve''. Geralmente eu sei sobre o que escrever, porque sou movida de emoção, no entanto o que me vier no momento vira um post, seja lembrança, seja conto, seja fato real, seja lá o que for.

Da forma que eu escrevo eu falo e da forma que eu falo eu corro, penso mais rápido que posso falar ou escrever, por isso quando faço um post releio umas cinco vezes e edito umas três antes de deixa-lo definitivamente no ar, eu simplesmente esqueço as vírgulas, sinto até falta de ar quando resolvo ler.

Foi mais ou menos isso que eu escutei de um Senhor de cabeça raspada e barba branca que conheci no ônibus naquela manhã de sexta feira. Eu sabia que não deveria ter ido dormir na casa do parente dia de semana, ir trabalhar no dia seguinte é sempre muito difícil.

O ônibus estava lotado e quando surgiu um lugar deixei um senhor sentar, logo a frente, a moça que estava do seu lado fez sinal, então ele fez questão de me dar aquele lugar. Apesar de ser faladeira não gosto de conversar no ônibus, desde criança tenho enjoos em qualquer tipo de automóvel.

O Senhor começou surpreso com minha educação, o que me deixa triste, mas é real, hoje em dia se alguém é educado, espanta as outras pessoas. Logo depois de alguma forma sem sentido quis me contar que tinha 3 filhos que eles eram formados, cheios de vida e eram o orgulho dele, também me contou de seu grande e eterno amor, que já partiu desse mundo, mas segundo ele, ainda conversam e se amam.

Quis saber de mim e eu estatelada com aquilo tudo só consegui dizer que era estudante, até ele me surpreender dizendo que eu tinha jeito de escritora, blogueira ou jornalista. A, que lindo, aquele senhor me deixou bem feliz aquela manhã, eu retruquei que não era para tanto agradeci e escrevi em um pedaço de papel o endereço do Tudo que se pode ler.

Vamos nos permitir

Eu só disse para correr atras do que você realmente queria, agarrar com as mãos, envolver com os braços. Orgulho não leva a nada, não entendo como as pessoas conseguem sofrer para não dar o '' braço a torcer ''. Os dias passam e de repente quando você se der conta a vida passou e você está ai empurrando com a barriga apenas por ser orgulhoso. 

Perdendo sorriso, amor, carinho, atenção, um conjunto que te trás tesão por viver. Deus te quer feliz, te quer bem, não se feche para as coisas boas, simples e fáceis que ele lhe oferece, vamos viver tudo que há para viver, vamos nos permitir!

31 de outubro de 2014

Mais uma vez, nós dois.

Ele disse que estava tudo bem, eu sabia que era mentira, ele guarda muitas mágoas dentro daquele coração de pedra. Eu já senti tanta ternura ali dentro, porque hoje em dia só transparece frieza? A duvida fica aqui comigo.

Era uma manhã de domingo, quando eu abri os olhos ele estava lá me encarando tão calmamente, um olhar tão fixo e tão apaixonado, rapidamente eu fechei os olhos e dei um sorriso de lábios fechados. Logo em seguida o chamei para deitar do meu lado, convite recusado. Acho que a vergonha tenha sido a culpada.

A casa ficou vazia e ali ainda estávamos nós dois, nos olhando e tentando imaginar o que se passava um na cabeça do outro. De repente fui surpreendida, a seriedade em pessoa tomou uma atitude ousada e da maneira mais doce e calma possível me chamou para o quarto.

Eu poderia ter dito não, poderia ter recusado seu convite, assim como você fez comigo, mas se eu fosse imatura a esse ponto, eu perderia um momento mágico que levo comigo hoje. Me abraçou amigavelmente, me acolheu, me fez carinho, me admirou e principalmente, me amou.

Eu contei para minha amiga que na verdade nos dois não queríamos nada daquilo e que nosso caso era apenas ''uma fase mal resolvida', mas ela mesmo sorriu enquanto eu contava e retrucou, ''eu conheço vocês dois e posso ver um brilho no fundo dos seus olhos exatamente agora''. Vai ver ela enxergou demais, ou vai ver, nós enxergamos de menos!

30 de outubro de 2014

Minha boneca chamada Bruna

Minha memória é de elefante, sou daquele tipo que guarda datas comemorativas e aniversário até de pessoas que eu nem convivo. Sem querer lembro de detalhes que passam despercebidos e posso jurar de pé junto, contra a nossa ciência, que eu consigo ter lembranças de quando eu era criança.

Quando digo criança me refiro a uns quatro anos de idade, o que me surpreende, pois sempre que comento alguém retruca e diz que isso é impossível. Tudo bem, vai ver que essas lembranças sejam invenção da minha cabeça -tenho certeza que não, pois apesar da dona Maria Nilsa não ter sido uma mãe coruja ela tinha seu diferencial.

Minha mãe quando descobriu que estava gravida pegou um caderno pequeno, desenhou uma rosa verde e escreveu com uma letra cheia de charme ''minha vida'', esse teria sido um bom nome para meu blog se eu não tivesse a personalidade muito forte. Nesse caderno minha mãe escreveu da maneira mais doce possível meu desenvolvimento e varias aventuras minha, desde que existi até os meus cinco anos de idade

Hoje em dia sou casada, como confissão eu conto que levei esse caderno comigo e hora ou outra me pego lendo e relendo algumas coisas lá. De repente as tais lembranças que eu tenho sejam apenas imaginação de algumas coisas que eu leio (mesmo eu sabendo que não). Guardo outras lembranças que minha mãe esqueceu de escrever, como por exemplo, da noite de natal de 98.

Faltava menos de um mês para eu completar cinco anos, não conhecia meu pai e com certeza nem tinha ideia de que ele não era presente, muito menos o porque. Aquele seria mais um natal tradicional, com um mesão de guloseimas, família e vizinhos reunidos na minha casa, que estava sempre de portas abertas. Mas um detalhe marcou esse natal, alguém chegou com uma caixa enorme.

Largada no álbun de família tem uma foto onde a caixa está em pé do meu lado e acredite, a caixa era maior que eu, o que não era difícil, sou baixa e tinha apenas quatro anos. Eu não lembro minha reação, mas com certeza devo ter ficado extremamente feliz com aquele presente, pois além de ser para mim e não para minha prima mais velha, que sempre ganhava os melhores presentes, aquele vinha de alguém especial, do meu pai.

Forçando a mente, lembro que era uma boneca, uma boneca enorme de vestido amarelo com margaridas estampadas, eu guardo flashes desse momento, mas lembro bem da 'Bruna', que ganhou esse nome da minha mãe, irônico é hoje eu ter uma irmã com esse mesmo nome.

Não sei exatamente o porque e com certeza não vou saber, mas as fotos mostram que no final dessa noite eu estava com a roupa da Bruna e provavelmente ela estava com a minha. Os mais velhos contaram que eu não estava com roupa nova no natal e é uma tradição usar roupas novas nessa noite, quando ganhei a Bruna eu reclamei que até ela estava com roupa nova, então argumentei que ''como eu não estava, nós poderíamos trocar, minha roupa seria nova para ela e a dela para mim''.

Acho que a Bruna curtiu essa ideia, estamos bem felizes nessas fotos, foi um presente e tanto, ela ficou guardada na memória e me acompanhou por muito tempo. Espero que a criança que eu a doei tenha cuidado bem, como eu cuidei. 'Obrigada por ter sido minha amiga Bruna, por onde será que anda você?'

29 de outubro de 2014

Aula-Prática na Pares

Andei por muito tempo vagando a procura de algo para ocupar minha mente, me tirando dos 'problemas' de casa, estudo e trabalho. Assim até parece sermão de algum emburrado de 80 anos, vamos mudar esse começo.


Que a Pares Escola De Dança é um clima surreal e diferente de qualquer outro lugar, todos nós já sabemos, somente estando lá para entender de verdade o que cada um de nós quer dizer quando posta algo sobre a vibração excelente que é estar entre essas pessoas.

Meus amigos de segunda-quarta e terça-quinta sabem muito bem do que eu estou falando. Ando achando graça de mim mesma e brinco dizendo que preciso de um médico, pois estou completamente doente e viciada em dança.

É só disso que eu sei falar, comentar, brincar, fazer piada, lembrar, citar, respirar e viver. Um professor disse que esse é o vicio mais gostoso que alguém pode ter e me enviou aplausos, eu tenho que concordar.

Não quero me curar e cada dia quero me sentir mais envolvida, se tem um relacionamento sério que quero levar comigo a onde eu for, seja da maneira que for, esse é com a dança. Geralmente sexta feira tem baile na Pares -31/10 será especial Baile de Halloween, sinta-se convidado, mas quando a academia não promove baile, também não nos deixa de braços cruzados.

Uma vez no mês a Pares abre as portas para seus alunos com todo carinho, amor, dedicação, paciência e alegria, para uma excelente Aula-Pratica. A aula prática nada mais é que um 'baile' de luzes acesas, onde todos dançam com todos, ninguém fica parado e os professores ficam apenas observando, tirando duvidas, dando um help e corrigindo detalhes em nossa dança.

Tudo o que encontramos nessas aulas práticas são sentimentos naturais, como harmonia, alegria, satisfação, rendimento, vibração e interação. Sou suspeita para falar, meus amigos de dança dizem que tomei energético ao nascer, que minha animação é de 220 volts, que injetaram algo em mim e por ai vai.

Mas, não seria eu, se não postasse aqui, onde tudo que eu escrevo, é tudo que se pode ler, que não adiantaria tamanho amor por viver, se não tivesse uma academia repleta de pessoas tão maravilhosas quanto a Pares. Assim como não seria nada a Pares, se não houvesse tanta energia positiva de cada um que a frequenta.

Estamos com tudo e eu não vim fazer inveja em você e sim lhe fazer um convite, dança comigo?

27 de outubro de 2014

Enquanto não esqueço o vagabundo

Se você chegar mais perto juro, juro que não vou aguentar. A dias estou enlouquecendo apenas lembrando do seu olhar, imagina só o dia em que eu te encontrar. A, por favor tenha dó de mim, se afasta, vira as costas e me faz sofrer tudo de uma vez só, não posso suportar esse vai e vem, te ter apenas quando você quer não me faz bem, não me faz bem não.

Aquele dia em que você me ligou de madrugada eu tinha jurado não atender, mas meu coração dispara sempre que imagino ser você, aquela tua foto estampada no meu celular me estonteava, aquele toque somente para você me enfraquecia e foi dessa fraqueza que eu debilitei.

Eu deveria aprender a gostar mais de mim do que de você por um tempo chamado sempre, mas digamos que agora e hoje eu permaneço enfeitiçada, completamente amarrada, a espera de algum Príncipe que me tire a vontade louca de amar um vagabundo!

23 de outubro de 2014

Voando pela Pedro Antonio, apenas com uma madeira.

O sol ia embora mais tarde durante aqueles dias, ele ficava ali  namorando a gente mais tempo que o normal e deixando todos nós nos divertimos duas ou três horas a mais naquela ladeira com pedrinhas de brilhante.

Horário de verão, férias da escola, os primos dos nossos vizinhos passando férias lá, ladeira cheia, gritos, gargalhadas, vizinhos nas janelas e nós? Ali feito pintos no lixo, felizes para sempre, brincando. Era assim todo ano, por isso não consigo prender um suspiro profundo cada vez que lembro daqueles dias. 

O Anderson e eu éramos os mais aliados, não sei se porque  nascemos muito próximo um do outro, nas brincadeiras lá naquele prédio velho de escadas de lodo, nós dois sempre éramos líder e controlávamos tudo. O Rafael Polto era a ligação, ele sempre chamava todos, insistia, inventava motivos para manter todos juntos, era mandão e já me fez chorar varias vezes. O Victor era o mais engraçado de todos, era vivia em pé de guerra com o Renan irmão mais novo do Rafael que dava uma me maluco, os dois juntos eram uma dupla e tanto, os mais engraçados. 

A Liliane era a Dama da ladeira, delicada, meiga e amiga de todos. A Andressa era a mais misteriosa, só descia quando  a gente insistia muito e naquela época era muito zoada pelo irmão mais velho o Anderson. Alan sempre foi muito criativo, ele sempre fazia uma caixa de papelão virar um avião, panos velhos casinhas e por ai vai.

Ah, os brinquedos que o Alan criava, me fazem sorrir e me sentir feliz, ao mesmo tempo fico triste de pensar que as crianças de hoje em dia não tem essa infância, não tem esse gás nem terão essas histórias para contar no futuro. De verdade, me sinto mais crianças que elas, mesmo sendo uns dez anos mais velha.

Próximo ao Valongo as pessoas jogavam móveis velhos, ali nós nos criávamos, o Alan fazia uma fabrica de brinquedos, brincadeiras e idéias, era de lá que ele pegava as portas de armários velhas, separava uma para cada um e começava a competição.

Nós morávamos em uma ladeira bem íngreme e nesses dias de verão íamos para a rua com manteiga, casca de banana, oléo e até vela apelávamos. A idéia era ter a madeira mais deslizante e voar pela ladeira abaixo.

As senhoras na janela falando do dia-a-dia da vida alheia nem reclamavam, se assustavam com as quedas e os ematomas nos braços, por vezes os tombos eram feios, se não me engano a cicatriz que o Anderson tem no braço até hoje é lembrança dessa época. Mas na verdade todos sabiam que ali estava se concretizando uma infância maravilhosa. 

Eu era café com leite, a mais nova e mais frágil, geralmente descia na garupa de alguém com os chinelos nas mão que serviam de freios, me divertia ajudando meus parceiros a dar potência para nossa 'nave' e até o sol ir embora lá estávamos nós, gargalhando, brincando e sendo felizes.

ps: citei apenas alguns nomes nesse post, 
mas tinham muito mais crianças que guardo meravilhosas lembranças.

22 de outubro de 2014

Te ver e não te querer

A guerra passou, foi embora o furacão de tesão e levou junto a tempestade de desespero que veio lado a lado, agora deveria estar frio, meio sombrio e tudo estranho. Porém o calor dessa primavera está aquecendo uma chama dentro do corpo, guardado do lado esquerdo do peito.

Todos os dias desse mês lembrei como se fosse agora cada conversa, cada música, cada encontro e cada beijo. Serei sincera por um momento me deslizei com uma pequena declaração de amor sua, terá sido uma despedida? Pois bem, que tenha sido e se sim, foi uma bela, amigável e adorável despedida.

Disse por vezes que eu teria uma colher de chá e seria perdoada por querer você a cada dia desse mês, mas fico feliz por antes mesmo de chegar ao dia 31 já estar me policiando para voltar a ''te ver e não te querer'' eu estava indo bem e bem continuarei.

De você levo as lembranças de um bom beijo que roubei e um maravilhoso amor que ganhei. 
Ps: você foi a loucura mais doce e gostosa que já vivi, até!

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17 de outubro de 2014

Faz de conta

Eu não queria acordar com saudade, mas ontem durante a aula da faculdade alguém comentou sobre aquela música que a gente dançou, nem faz tanto tempo assim, se eu fechar os olhos consigo sentir o vento no meu cabelo enquanto você me jogava para o alto.

A essa saudade... Me fez ir atrás de você sem ao menos você saber, abri gavetas que eu mantinha longe de mim, reli cartas, sorri com algumas e até chorei com outras, a letra daquela música que você me escreveu me fez sentir um aperto no coração, foi o que me levou a correr desesperadamente a lembranças mais fortes.

''Nossa, esse nosso vídeo ainda mexe tanto comigo, o seu sorriso encontrando o meu a cada toque é sensacional, que harmonia, que sintonia, que ... Não, esquece! Preciso parar com isso agora!''

Viajei cerca de 30 minutos nesse passado tão presente, antes a felicidade me deixava ficar por horas naquele ambiente, hoje a dor da saudade e de repente da tristeza não me deixam ficar por muito tempo, como as coisas mudam.

Sem querer eu me deixei envolver por todas essas lembranças e me perdi sonhando acordada, como queria viver em um faz de conta, os finais são sempre tão felizes. Poderíamos fazer de conta que você ainda está aqui, fazer de conta que a canção está no replay, que o último passo não chegou, que o calor ainda não acabou e o amor superou.

16 de outubro de 2014


Cia Pares - Dança de Salão


Dentre os meus ''acho'', acho que já estamos no final do ano, reta final mesmo, se eu estivesse na escola com certeza estaria desesperada correndo atras de recuperar minhas notas de matemática, confesso que nunca fui boa com os números.

Exatamente por não ser boa com os números que andei procurando onde me encaixar, de lá para cá, de cá para lá eu escuto muito falarem que sou do meio artístico, que sou da área social, que eu deveria fazer jornalismo, pedagogia, algo que lidasse com o público, teatro, algo relacionado a desenho e por ai vai.

Vamos falar a verdade? Estou na crise dos ''vinte e pouco'' eu acho, (não deveria) mas ainda não me decidi bem no que eu quero, arrisquei em um curso técnico de segurança do trabalho, o que atrasou um lado muito maravilhoso que eu não deveria ter aberto mão desde que comecei, e esse algo é a dança!

Meu primeiro contato foi a muitos anos atras no Estúdio do Marcelo Moragas, esse ano eu voltei ''pra casa'' e me deparei com um lugar totalmente diferente, ar novo, pessoas novas, vibração nova, animação nova ... E que animação e que vibração e que pessoas (...)

Eu estou nos últimos meses no ano de 2014 pensando que eu nem imaginava voltar-começar a dançar e estou acabando esse ano levando isso como uma conquista. Obvio que irei falar sobre a dança, minha academia, meus professores, meus amigos e como minha vida mudou depois desse embarque mais umas milhares de vezes aqui, onde tudo que eu escrevo é exatamente Tudo que se pode ler.

Porém hoje, eu quero mesmo é mostrar para todos vocês as minhas inspirações os meus viciados em dança, que me fazem todo dia amar cada vez mais e mais todo esse novo mundo surreal que a dança me dá. Ai estão eles, a Cia Pares, os meus professores, os surreais, os melhores e um pouco do que eles amam fazer.


Só de olhar esses vídeos ja me encho de gás e vontade de correr para a Pares-Escola De Dança, digamos que esse post tenha servido também para homenagear meus queridos pelo dia de ontem Dia Dos Professores, então quero citar também alguns nomes que também são minhas inspirações na dança e que não aparecem nesse vídeo, Cristiano e Marcelo Moragas. Eu to simplesmente amando ser #Pares e quero levar esse amor para todo mundo.

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15 de outubro de 2014

#20VezesCarolinda ♥

Ela já foi morena, aliás quando eu a conheci ela tinha vários cachinhos pretos, já contei em um post especial somente pra ela como nos conhecemos e tirei risada de nós mesmas lembrando de cada detalhe (...) 

''Eu tinha acabado de entrar em um novo relacionamento, ela era apenas namorada de um amigo do meu namorado. Eles mesmo, nem eram tão amigos assim e eu acabei nem tendo abertura para fazer qualquer tipo de amizade. Eu lembro que eu a olhei dos pés a cabeça e reparei que aquela blusa cinza caía muito bem nela, so não me atraía nada era aquele rádio nextel na cintura, que gritava:
- Fofa, eu sou linda e rica!'' Continuar lendo

Mas hoje é um dia atípico e especial, hoje aquela Carol de 2009 está fazendo vinte anos, nem quero imaginar o que vai ser de mim quando ela começar com a crise dos ''vinte e poucos'' -rs. Eu achei que a Carol fosse barraqueira, fosse pinga fogo, falasse alto, colocasse mão na cintura, até que ela batesse palmas na hora de gesticular, mas na verdade ela é bem pior que isso, ela sabe ser assim somente na hora certa e com a pessoa certa e isso é incrível, rs, a gente nunca sabe quando ela é capaz de colocar a garra pra fora e atacar.

A Carol na realidade é doce, é mãe, é meiga e apaixonada, ela tem suas próprias tiradas e se eu fizesse um caderninho com os bordões dela eu ficaria por horas rindo e tentando imaginar de onde ela tirou essas coisas.

A Carol é minha amiga loira de dois filhos que deixa muita gente sem palavras e conquista todo mundo por onde ela passa apenas sendo ela mesmo. Ela não curte esse negocio de mostrar ser quem não é, nem de muito lenga, lenga, ou gosta ou não gosta e fim.

A Carol me pede atenção a todo momento e eu vivo a vida com ciume dela, minhas outras amigas não veem Carol e eu como 'amigas' e sempre brincam cmg porque todo final de semana que estou com elas e não com a Carol, elas já sabem que estamos 'brigadas' pudera, brigamos igual namorados.

A Carol é movida por sentimentos, palavras, abraços, beijos, histórias, emoções e amores ♥
De repente ela assume a maior idade e me trata como filha, chama atenção, se preocupa e dá aquele conselho que no final sempre parece ''essa é a minha opinião, mas você pode ir pelo seu caminho''

É, essa é realmente a Carol, que sonha junto comigo, que eu ganhei de Deus, que eu vou levar comigo e que hoje, está de parabéns, vinte anos de saúde, beleza e sensualidade, rs, eu te desejo mais uns cem, de paz, amor, dinheiro, saúde, beleza e mais sensualidade, muitos aplausos de pé, porque hoje é teu dia, eu te aminho

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14 de outubro de 2014

Aquele alguém


Ele tem um sorriso simpático, uma gargalhada diferente, um jeitão de homem sedutor, uma voz hipnotizante, um perfume envolvente, um olhar fixo, apaixonante. Ele tem estilo, tem presença, é simpático, não mede conselhos, é amigo, é carinhoso é calmo é sereno.

Cílios grandes, lábios carnudos, sobrancelhas grossas e bem feitas, bom gosto, bom papo, boas ideias, cheiroso, tem talento, é jogador, sabe realmente onde me envolver.

Me faz rir mesmo quando eu não quero, me faz chorar até sem querer, domina uma alta tensão dentro de mim e mora no meu pensamento. Ele não faz ideia do bem que me faz, mas faz isso tão bem..

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13 de outubro de 2014

Você mal sabe como me deixa assim, tão assim.


Fico louca quando você me mostra  aquela outra pessoa escondida dentro de você, eu vou mesmo a loucura, eu viajo em minutos, dou a volta ao mundo, seguro tua mão, te abraço, te beijo, te levo juntinho comigo.

Você olha disfarçado, mal me encara nos olhos e quando eles se encontram ficam segundos grudados um no outro,nesses segundos passa uma corrente acelerada e avassaladora de energia boa até meu coração, de repente ele bate mais forte e nesse de repente minha perna fica fraca e meus dedos gelados.

Tudo nesse conjunto me soa perfeito, como uma canção bem cantada , como uma voz bem afinada, como um vento leve em um por do sol maravilhoso. Seus cílios grandes me deixam encantada, sua sobrancelha, sua pele, seu sorriso, seu sorriso!

Me envolve, me faz sorrir, me acalma, me faz bem, quanto poder em apenas um sorriso! Você deveria saber como tem poder sobre mim. Sua gargalhada, preciso falar, com certeza eu preciso falar... Fico completamente louca, a vontade é de voar em cima de você e não te deixar sair de maneira nenhuma, teu jeito homem, mostrando poder e domínio sobre mim, você mal sabe como me deixa assim.
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Uma vez bloguei e nunca mais parei

Onde estão as palavras? Ha tempos não escrevo, falta de inspiração, falta de gás, falta de vergonha na cara, preguiça, falta de tempo ou apenas falta de leitura.
Escrever é algo que eu sinto ser natural dentro de mim e se no momento que eu começar a fazer isso eu me sentir presa, sufocada e limitada, nada sai.

''Viviane onde estão suas palavras? Viviane me conta do seu dia, o que te fez sorrir hoje, me escreva!! Ando sentindo muita falta sua, me diga com encaixes bem feitos entre as palavras o que te deixou angustiada, seus sonhos, seus planos e o que você achou de interessante na história que ouviu hoje. Me conta sobre aquele seu amigo do passado, aquele seu primeiro amor, aquele carinha que mexe contigo, Me conta até sobre seu café da manhã, mas não deixa de me escrever, com amor, Tudo que se pode ler.''
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1 de outubro de 2014

De Outubro para Outubro


Há Outubro, carrega a primavera, delicia de estação, o sol fica mais forte e todos os lados mais floridos, contigo eu ganho uma hora a mais do dia, é sempre em você que inicia o maravilhoso horário de verão.

Você me trás lembranças, angustias, aventuras, felicidade e amor, que gostinho de amor. Posso sentir daqui e você mal começou. São Francisco comemora seu dia nesse mês e posso garantir que esse é um Santo de memórias marcantes na minha vida.

Esse mês é repleto de comemorações e o libriano deste mês é doce, carente e amável como você, mês de outubro. Você me trás muitas lembranças, fortes emoções e eu sei que dessa vez vou a mil por hora segurando meu coração.

''Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir''
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1 de setembro de 2014

Mais uma primavera, apenas dela, Liliane ♥


Liliane - Pri, pri, prima, mas eu não sei, cria você uma história, você é melhor p. isso.
Viviane -  Ah, ja sei, vamos fingir que tem uma boazinha que tem um namorado, mas sua amiga má, gosta do namorado dela e tenta pegar ele dela e ai (...) 
Liliane - Ta bom, mas eu sou a boazinha e elas se chamam Rute e Raquel e o namorado é Roberto! 
Viviane - Tudo bem, eu posso (...)
Liliane - Ah, e eu sou a boazinha!!
No outro dia
Viviane - Vamos brincar de barbie? 
Liliane - Vaaaamos, mas pri, pri, prima,  eu não sei inventar história, cria você que é  melhor p. isso.
E assim começava a mesma história todo os dias (risos)

Hoje passamos a tarde tentando conversar por skype ou whatsapp, bendita são as redes sociais que facilitam nossas vidas. Com certeza nossos assuntos não são mais sobre qual roupa colocar nas nossas bonecas, nem quem criaria a história.

Com certeza hoje não vamos fazer um bolinho em casa com tema infantil e brigadeiros, apesar que tenho certeza de que mesmo você completando sua 23º primavera hoje, adoraria comemorar com bolo e brigadeiro. 

Até pensei em escrever algo para te fazer chorar, mas acordei pensando em você hoje e so vieram lembranças gostosas, que me fizeram ficar rindo por um bom tempo. Quanta lembrança gostosa. 

Obrigada pelo casulo que você criou ao meu redor, por demonstrar garra para me defender sempre, pelo amor, carinho e amizade que dinheiro nenhum paga, obrigada por ser minha irmã, por existir e por fazer parte da minha vida.

Eu sou apenas mais alguém que tem o privilégio em te-la na vida! Feliz Aniversário, eu amo você minha prima-irmã ♥

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31 de agosto de 2014

Não era Felipe, nem Felipinho, era apenas Fê.

''Doce menino de sonhos sonhados, repleto de sentimentos que nunca são mostrados, te entrega um abraço, recolha com carinho, desfez uma vez, difícil reconquistar''

Se eu não sonhava nem em ter um André em minha vida, ainda mais que eu iria amar tanto quanto eu amo, quem diria um Felipe. Eu tenho mania de conhecer pessoas e fixar o nome de tal forma que acho que todo André e Felipe que eu conhecer no mundo seriam iguais aos que eu conheci na época de escola.

Bom, os que eu conhecia não eram nenhum pouco legais, nem educados e gentis, digamos que para meu bem, essa minha mania ficou de lado quando eu conheci esses belos morenos. O Felipe era menor que eu, parece mentira, ainda usava roupas infantis, a voz dele era fina e tenho pra mim que ele nem ao menos sabia o que era pelos no corpo.

O Felipe nunca foi Felipinho, Lipe ou Felipin pra mim, sempre que eu queria um favor eu o chamava de Fê, falei como se até hoje eu não usasse dessa arma para não ter que levantar da cama para comer ou beber algo. 

Toda vez que eu chegava em casa lá estava ele de calça de moletom, casaco e meião, jogando vídeo game, falando sozinho e rabiscando uns cadernos velhos, o curioso é que ele vivia assim dentro de casa com um sol de 30 graus la fora. Ah, os cadernos velhos, não podia deixar de cita-los, Felipe nunca foi de ler e dizem que criança viaja com a leitura, mas veja so, mais uma vez esse aquariano que ama contrariar a tudo sendo do contra. 

Toda tarde o Felipe viajava e se transformava em um grande treinador de futebol, não vou compara0lo com nenhum, pois eu não entendo de futebol e não vou correr o risco de compara-lo com algum ruim, até porque ele era o melhor. Ele vibrava, escalava seus jogadores e se divertia criando times por cor, por ordem alfabética, por beleza, por gostos dos familiares e assim ia, é gostoso lembrar disso e me faz até rir.

Um dia o Fê chegou da escola e ficou todo envergonhado porque descobrir que ele havia dado seu primeiro beijo na boca, claro que fiquei enciumada e pirava cada vez que via a cara de bobo que ele fazia quando escutava um pagode e lembrava da menininha.

Outro dia o Fê chegou da escola e estava cabisbaixo, tomou o primeiro fora, outro dia chegou todo serelepe contando que três meninas de uma vez estavam a fim dele e a cada dia ele vinha com uma mudança, uma diferença, uma coisa nova.

Quando me dei conta, o vídeo game estava com poeira, os cadernos estavam jogados dentro do armário, até aquele álbum de figurinhas eu não via mais. Ele estava fazendo pipoca sozinho e nem me esperava chegar para fazer e por sazon e manteiga como a gente gosta.

O celular já era mais importante que o futebol na quadra descalço, as roupas sem marca já não tinham tanta graça, esperar a mãe ou o irmão mais velho para leva-lo a algum lugar não fazia mais sentido e as festinhas sem bebidas alcoólicas já nem existiam mais.

É, parece que foi ontem que eu o conheci e como uma criança feliz e implicante ele me pregou uma peça dizendo que gostava de tudo que eu gostava só para ter algo em comum comigo, mais uma vez me pego rindo, e confesso que eu cai feio, mas que você só gosta de verde hoje em dia por causa de mim.


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26 de agosto de 2014

E queimei todo nosso álbum de recordação

Achei que não fosse chegar o fim do túnel nunca, cheguei até a me sentar no chão e contar as gotas que escorriam pela pedra formando aquele limo, eu deveria acha-lo nojento, gosmento, ou algo do tipo, mas aquele verde escuro me fazia tão bem, mesmo estando tão mal.

Cheguei  a respirar fundo diversas vezes, tinha a certeza de que não sairia dali de forma nenhuma. O tempo foi passando e eu fui percebendo que na verdade eu mesma não queria achar o final do túnel, nem se quer fiz um esforço para levantar e continuar caminhando.

Aqui dentro hoje, sinto que foi nesse momento que me levantei bem devagar, com a cabeça ainda baixa, fui dando pequenos passos e quando me dei conta já estava claro, eu já não pensava em você com ternura, você não dormia nos meus pensamentos todas as noites, aquela música já não fazia meu coração acelerar e seu cheiro... Bom, seu cheiro já não causa mais efeito nenhum.

Eu não apago boas lembranças dentro de mim, nem as nego da maneira mais hipócrita que eu poderia fazer, mas eu sei o momento de mudar o sentimento que elas surtem em mim e eu percebi que eu sei fazer isso muito bem.

Nunca mais, do seu beijo provei e
queimei todo nosso álbum de recordação ♥

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20 de agosto de 2014

Ele era conhecido como Pila

Vivo no meio de uma gaveta entupida de lembranças, no meio delas vejo lágrimas, sorrisos, gargalhadas, medo e até mesmo coragem. Cada lembrança seja ela grande, pequena, amarga ou doce, eu levo e guardo comigo. Contar sobre a infância é sempre tão gostoso e tão fácil.

Toda essa reflexão com certeza veio de um pensamento e de repente esse pensamento tem um motivo também, eu costumo pensar mais rápido do que posso agir, falar e até mesmo escrever e foi exatamente isso que aconteceu naquela tarde depois que eu deixei a academia de dança.

Desci a rua tagarelando como sempre e escutei alguém falar junto comigo, mas não comigo, muito menos com quem eu estava falando, quando olhei vi rapidamente cenas da minha infância ali parado na minha frente, dizer que ele estava parado é uma grande mentira, pois quem o conhece sabe que ele fica dançando no mesmo lugar enquanto fala sozinho.

E la estava ele, 'fulano de tal' mais conhecido como Pila, não me pergunte porque esse apelido, mas eu juro de pé junto que tem haver com a história de vida dele, se um dia eu descobrir que na verdade esse é realmente o nome de cartório dele terei uma crise de riso, assim como a que eu tive ao lembrar de algumas histórias dele, nesses segundos que eu o encontrei.

O Pila era um vizinho meu, algumas pessoas acham que ele é morador de rua, pudera, ele anda sem blusa, com uma bermuda surrada mostrando o que se pode dizer, ''cofrinho''. Ele não é gordo, tem o rosto meio inchado a barba mal feita e vive com um radio de pilha desses de 1990, escutando alguma coisa indecifrável, isso porque ele mesmo fala mais alto e mais agudo que o rádio.

Na realidade o Pila tem casa e seu hobby parece ficar sentado na calçada conversando só, já ouvi histórias de que ele fica contando sua história de vida e 'revivendo' momentos de terror e medo (os que o deixaram meio lelé), deve ser verdade pois já o vi discutindo com uns 10 mil traficantes de nomes diferentes e há quem diga que ele ficou 'maluco' por conta de drogas.

O Pila é engraçado, mesmo sem querer ser, as crianças (eu) tem medo dele, ele fala só, dança só, canta e fala com uma voz fina, não é uma pessoa normal. as no geral o Pila é um carinha muito do simpático e prestativo, aqueles que ele conhece, ele sempre faz questão de falar, era assim que acontecia quando minha mãe descia a ladeira e de repente eu escutava aquele:
- Faaaala Nilsaaaa!
Claro que eu apertada a mão dela e me escondia atras de suas pernas, depois eu começava a rir escondido, pois há quem diga também, que mesmo maluco, o Pila não curte ser 'zoado' e até já correu atras de uma pessoa por isso, eu não queria ser a próxima vitima!

Quando cresci, comecei a perceber algumas coisas na maluquice do Pila, que de maluco eu já acho que não tem nada, vai ver ele vive em êxtase. Eu brincava dizendo que naquela ladeira existia um 'disque Pila' pois era incrível como para todo trabalho pesado ou preguiçoso, no final só gritavam o seu nome.

Era um tal de ''Pila corta o mato, Pila leva o entulho, Pila carrega isso e aquilo, Pila vai no mercado, Pila busca lá pra mim, Pila isso, Pila aquilo'' É claro que esse trabalho todo não era de graça né, duvido o Pila fazer alguma coisa que não ganhasse um real os seus soados 50 centavos do 'pingado'. É uma pena, pois todos sabem como ele iria gastar esses 50 centavos, de repente esperto é o Pila que vive feliz assim.

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14 de agosto de 2014

Porque dancei?

Peguei toda aquela duvida que enchia meu coração de sentimentos e minha cabeça de perguntas sem respostas e as transformei. Mas de forma alguma cometi a burrice de transformar dentro de mim o amor em ódio, pra que cultivar um sentimento tão incorreto dentro da gente?

Ou eu iria sair por ai fotografando, ou escrevendo, ou .. ou .. Mas dessa vez resolvi expor o sentimento da maneira mais especial de todas, dançando. E cada verso que ouço, cada lembrança sua, eu desenvolvo com o corpo, mente e coração, em forma de emoção  e com malemolência de alguém que não quer jamais levar consigo as lágrimas a dor ou  tristeza.

Dizer que não sinto nada por você é ser hipócrita, mas quero te contar, da maneira mais meiga do mundo eu quero apenas poder te abraçar, Dança essa música comigo?

Ou me odeia descaradamente, ou disfarçadamente me tem amor.
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Mais uma parcela, ja era dia dos pais!

Andei sonhando com você, seria realmente apenas mais um sonho que te encontro, seria... Mas aquela noite carregava o começo do tão esperado dias dos 'Pais'. Dia dos pais, nossa que irônico. Fiquei com uma insonia profunda depois daquele sonho, digamos que ele me fez voltar a muitos anos atras e relembrar muita coisa que eu guardo a sete chaves dentro do meu coração.

''São só vinte anos, deixa de ser dramática Viviane''. Verdade, são só vinte anos e eu cheguei a conclusão de que se fosse apenas um, doeria dentro de mim da mesma forma. Quando me dei conta eu estava chorando, observei ao meu redor e vejá só, eu dormi e acordei em outa vida, em outro mundo.

Quando me dei conta já estava soluçando, uma cama de casal e ali não estava meu 'pai' e minha madinha, sorri ao lembrar que as vezes eu dormia no meio de vocês dois e para qualquer lado que eu virasse um estava me abraçando.

Quando me dei conta já estava respirando fundo e como um filme tudo começou a passar rapidamente ali na minha frente. Você vinha ao meu encontro e eu corria para seu colo mergulhando no seu abraço, com a mochila pronta para passar as férias na sua casa, passavam tão rápido os dias lá.

De manhã eu era acordada com beijo e carinho, sentia aquele cheiro de café quentinho na cozinha, minha madinha sempre mandou muito bem, escutava um forro no rádio da sala e você no quintal capinando, era a melhor maneira de acordar nas férias, sem duvida a melhor!

Correr para o quintal, perguntar sobre as plantas as frutas, observar vocês dois sorrindo, de repente você vinha por trás me agarrava me colocava no alto e me dava um cheiro (gostaria de conseguir pensar nisso sem cair no choro).

Então me peguei sorrindo quando lembrei que minha madinha sempre apoiava meu lado artístico, me enchia de canetinhas, você vinha me dava os pisos da obra e eu começava a brincadeira, vocês diziam: ''-Você não consegue ficar sem fazer nada!'' Eu brincava até sozinha.

Juntava aqueles tijolos, fazia um banquinho, o cheiro de feijão me fazia fechar os olhos, então eu começava a desenhar nos pisos, engraçado como eram sempre os mesmos desenhos e mesmo assim vocês elogiavam como se fosse algo surreal.

De repente tudo ficou escuro, todos aqueles momentos sumiram da minha frente, já não tinha lágrimas no meu olhar, senti que estava com os olhos inchados, meu coração estava sentindo toda aquela mágoa novamente, e percebi que era somente mais uma parcela da saudade que eu pago todos os anos nessa mesma data.

Já tinha passado das 4 da madrugada, um copo d'água de repente me faria melhor, me 'embrulhei' e voltei a dormir. Um feliz dia dos pais.




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